Dedicado especialmente aos meus filhos , netos e amigos, aqui se encontram muitos anos de vida, muitas nacionalidades, muitas viagens, belissimos pratos, deliciosas bebidas e muitos encontros ao redor da mesa.

"Savoir vivre, boa mesa, bellissimi vini."
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Adeus a Paul Bocuse

Lyon prestou merecida homenagem a Paul Bocuse, considerado o “Papa da culinária francesa”, àquele que introduziu a nouvelle cuisine , no mundo gastronômico.
Essa postagem no Instagram de @gillespudlo dá nos uma mostra de como
está a capital da gastronomia francesa. Outra imagem impressionante é a Catedral de Lyon lotada de Chefs de cuisine em
seus uniformes brancos prestando as ultimas
homenagens a Bocuse, postado também no Instagram de @gillespudlo.
Emocionante.

domingo, 15 de setembro de 2013

Paul Bocuse e seu belissimo restaurante

Em julho fomos a Lyon especialmente para visitar o restaurante de Paul Bocuse.
Lyon é uma cidade que deixa marcas em seus visitantes. Prédios históricos grandiosos convivem com sobrados antigos à beira dos rios Rhône e Saône.
Era um sábado quente de verão, parecia que todos os moradores da cidade estavam, durante o dia, andando pelo centro e aproveitando das tradicionais liquidações deste época, na Europa. Também saímos para dar uma caminhada, tomar um sorvete e apreciar toda aquela informalidade do "footing" francês.
Mas, à noite, esperava-nos um programa muito especial.
Havíamos há meses reservado mesa para jantar no Auberge du Pont de Collonges-Paul Bocuse.
Hospedamo-nos num hotel à beira do rio Saône, prédio antigo, sala de café no jardim, situado no lugar por lá denominado Velha Lyon.Chegada a hora, devidamente arrumados para um jantar num restaurante tão emblemático, e com a proverbial ajuda do GPS, cruzamos o rio na direção indicada. Logo percebemos que estávamos nos dirigindo para um lugar bem bucólico de Lyon, à direita grandes mansões com jardins babilônicos, à esquerda, o rio e sua outra margem, ainda mantida com a mata virgem, só uma casa aqui e alí. A estrada, beirando o rio, a paisagem de fim de tarde, o pôr de sol tardio ,(esta época anoitece muito tarde e os restaurantes fecham suas cozinhas muito cedo), e a expectativa criaram um clima bem prazeiroso.
Após alguns quilômetros, o GPS nos indicava que deveríamos cruzar novamente o rio. Para nossa surpresa, a ponte se chama Paul Bocuse. Estávamos entrando realmente no domínio do Chef que causou uma revolução na culinária mundial.
O prédio, logo adiante, pintado com afrescos muito coloridos, nos surpreendeu. Não esperava que fosse assim.

O lugar tão bucólico, frente àquele exagero de cores na parede foi quase um choque.
Um funcionário com uma roupa bem esquisita recebia os clientes no estacionamento, com toda a "pompa e circunstância". Começamos a ficar um pouco apreensivos com as experiências que estavam por vir.
Mas, ao cruzar o lobby do restaurante, sentimos que realmente estávamos nas mãos do " Chef of the Century".

Dois recepcionistas nos levaram para um dos salões do restaurante (tem pelo menos 3 salões), decorados em estilo clássico e com muito bom gosto.
A partir daí, conhecemos o que é a comida deste restaurante. Maravilhosa!!!!!!
Pedimos o Menu Grand Tradition Classique, cuja foto segue abaixo. Assim, não precisaríamos ficar preocupados em escolher pratos, combinar com vinho, etc....

Vejam que na opção sobremesa está escrito "Délices et Gourmandises". Isso é o sonho de quem aprecia os doces. Os garçons encostam na mesa do cliente duas, sim duas mesas repletas de opções de doces maravilhosos, e pode-se servir à vontade. O problema é que, àquela altura, em que já se está satisfeito, é impossível apreciar tudo, embora se tenha vontade.
Para surpresa de todos os presentes olhem quem aparece, para ver se está tudo bem.

O próprio Paul Bocuse, que na sua idade avançada, nos brinda com a sua simpática presença, vestido a caráter,  disposto a tirar quantas fotos os clientes quiserem. O jantar transforma-se em clima de festa.
O preço não nos surpreendeu, iguais aos bons restaurantes da Europa e Estados Unidos. Pela belíssima experiência, o custo benefício é muito bom.
Se forem a Lyon, não deixem de ir a este restaurante.
Algumas fotos:

                                                   Na entrada há um tapete de bronze com o nome de todos os Chefs mundiais que visitaram o restaurante.

                                                 
                                                    Após o jantar e antes da sobremesa, a tradicional mesa de queijos.
Mas para mim havia uma surpresa. Nesta opção serviram o Fromage Frais com creme de baunilha, pelo qual me apaixonei. Segue uma foto. Quando voltei tentei reproduzir muitas vezes e cheguei perto. Vou postar a receita na próxima semana. Pode ser servido como sobremesa. Vejam:

Parte de uma das mesas das "Délices", aqui só frutas da estação.
 



                                                    Fui dar uma espiadinha na cozinha!


Boas lembranças!


 



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Espumantes para o final do ano

Agradecemos ao nosso colaborador, Dr. Irenio Filho, a preciosa matéria sobre espumantes e champagnes, muito própria para este final de ano. Desejamos a todos os melhores brindes, nas melhores companhias, com muita alegria e esperanças para o próximo ano.
VINHOS ESPUMANTES
Todo Champagne é um Vinho Espumante, mas nem todo Espumante é um Champagne.
São vinhos com alto teor de Dióxido de Carbono  obtido no processo de fermentação que podem ser obtidos por  dois métodos :  O Champenoise ou Tradicional onde a segunda fermentação também acontece na garrafa, e o Charmat ou Tanque onde a segunda fermenteção acontece nos tanques de aço inox .O fabricante estimula a segunda fermentação adicionando levedo e açúcar ao vinho base. O levedo adicionado transforma o açúcar em álcool e bolhas de dióxido de carbono que é um subproduto. Esse gás faz com que se tenha uma pressão extremamente alta dentro da garrafa, motivo pelo qual a garrafa ser sempre grossa com uma grande rolha amarrada e com um funil no fundo para dissipar a pressão e evitar que a garrafa estoure.
  • Champagne é somente o  Vinho Espumante fabricado na região de Champagne que fica cerca de 145 Km a noroeste de Paris em uma área de 35 mil ha. Sem dúvida nenhuma, um vinho excelente e o representante  maior dos vinhos espumantes. Geralmente feito com três uvas:
  • - Pinot Noir, uva  escura de sumo claro é um dos componentes fundamentais do Champagne, contribui com o corpo do vinho, estrutura e longevidade para a mistura.
  • -Pinot Meunier, uva que proporciona precocidade, aromas florais e frutuosidade.
  • -Chadonnay, uva que oferece delicadeza, frescor e elegância ao vinho.
O enólogo responsável pela fabricação, tem o seu segredo e a responsabilidade da mistura dos vinhos das uvas citadas segundo  o desejo do vinho a ser obtido. Cada produtor em Champagne guarda seu segredo á sete chaves de geração em geração.
Ainda é produzido um vinho chamado Blanc de Blancs  com uva branca Chardonnay , outro  chamado Blanc de Noirs com uvas escuras e os roses.
Em outras regiões da França os vinhos espumantes são chamados de Crémant, na Itália são chamados de Prosecco, na Espanha são chamados de Cava, no Brasil, Chile e Portugal são simplesmente Espumantes e de Sparkling nos países de língua inglesa.
Um espumante é tanto melhor quanto mais persistentes  e menores forem as bolhas que sobem do fundo da taça  e que se chama Perlage.A taça apropriada é uma taça flute de haste longa e com um pequeno estreitamento na boca para aprisionar os aromas e diminuir a evaporação do gás. Como todo vinho deve ser bebido em uma temperatura adequada, o vinho espumante deve ser degustado entre 06  e 10 graus. Ao se abrir à garrafa deve-se ter o cuidado para não fazer aquele barulho insólito de estouro e sim apenas um suspiro, para que não se perca o gás tão importante.
Os Vinhos Espumantes podem ser classificados quanto ao teor de açúcar em Brut, Extra –Dry,  Dry,   e  Demi-Sec.
OCASIÕES:  batiza as crianças, inspira os amantes, aproxima os adversários e acompanha todos os instantes em que é necessário um ritual da alegria. Serve como um brinde nos momentos de alegria, como aperitivo para aguçar o paladar e lavar as papilas gustativas antes das refeições, pode ser servido durante as refeições, alguns como sobremesa e é muito elegante em um fino café da manhã, sozinho ou  misturado com suco de laranja e por que não para matar a sede após exercícios físicos.
Madame  Lily Bonllinger, produtora de renomada marca de Champagne, com seus mais de 80 anos costumava dizer: “Eu só bebo Champagne quando estou feliz e quando estou triste.As vezes eu bebo quando estou sozinha. Quando tenho companhia, considero obrigatório. Eu me distraio com Chapangne quando estou sem fome e bebo quando estou faminta. Fora isso, eu nunca toco nele, a menos que esteja com sede.”
De autoria desconhecida, Napoleão Bonnaparte costumava dizer: na derrota nós precisamos dele, na vitória nós merecemos.
    HARMONIZAÇÃO: Espumantes Brut, vão bem com aperitivos, peixes e frutos do mar crus ou  grelhados ou  em molhos leves.Carnes brancas grelhadas ou em molhos leves.Carnes vermelhas grelhadas ou em molhos leves. Massas em molho leve ou branco. Massas em molho condimentado ou vermelho. Espumantes Demi-sec combinam com sobremesas.Os Espumantes de qualidade e em especial os Champagnes combinam com todos os tipos de queijos e podem acompanhar refeições mais elaboradas e fortes e até mesmo com Foie gras.
    Mas o que mais importa em harmonização é o seu paladar, você deve escolher para beber com o que vai comer o que mais agrada o seu paladar e te oferece maior prazer, a harmonização é apenas um instrumento de orientação para o casamento da bebida com a comida.
    É importante sabermos que todo vinho espumante quando compramos, ele está pronto para ser bebido e não melhora com a guarda. Somente o excepcional pode ser guardado por longo tempo e longe da luz e  em adega. Em especial os Champangnes  Safrados ou Míllessimes. Esses vinhos levam em média 10 anos á partir da colheita  até a venda. Os Champanges normais levam em média 03 anos e meio. Os outros Espumantes um tempo bem menor, principalmente os feitos pelo método Charmat. Encontram-se bons Espumantes da França, Itália,Espanha, Portugal, Austrália, Chile, Brasil (os Espumantes brasileiros tem melhorado significativamente nos últimos anos), etc.
    Como vimos, todo momento é um bom momento para bebermos um bom espumante. SAÚDE !
    Dr.Irênio Filho
    Cirurgião dentista 

      segunda-feira, 17 de outubro de 2011

      Château Cordeillan-Bages

      O Château Cordeillan Bages está no coração da região de Bordeaux, na França,  em meio a um vinhedo espetacular, na pequena cidade de Pauillac. Trata-se de um hotel, meio resort, com um excelente restaurante. A estadia é inesquecível e o jantar no restaurante do hotel uma experiência sem igual. Para quem está indo para este região da França recomendamos esta hospedagem inesquecível. As reservas precisam ser feitas com um ano de antecedência. Reserve tam bém o restaurante.
      O Château
      Pátio interno-local ótimo para tomar um bom vinho
      Os quartos-espaçosos e confortáveis
      Folder do restaurante-"imperdível"




      quarta-feira, 9 de março de 2011

      Docerias Laduree


      Passado o Carnaval, vamos retornar às nossas gostosuras.
      A minha amiga Lourdes Bicudo nos enviou o endereço de um site imperdível. Já que não estamos em Paris, podemos pelo menos curtir esta Doceria maravilhosa pela internet. Cliquem em todos os ícones. Os doces são lindos.!!!. Segue o teor do email:

      "Tentação: Clicar
      Bjs
      Lourdinha"

      terça-feira, 28 de setembro de 2010

      Grands Chateaux Bordeaux

      Grandes Chateaux de Bordeaux
      Por Késia Alencar Giugni, nossa especialista em vinhos em Cuiabá


      Parreiras em Pauillac - região de Bordeaux

      No último dia 13 de setembro, a Mistral Importadora de vinhos apresentou o evento Grandes Chateaux de Bordeaux com a presença de 9 produtores no Hotel Hyatt em São Paulo.
      Eu estive no evento acompanhando a degustação, conversando com cada produtor e descobrindo o que a tão famosa região de Bordeaux tem a nos apresentar, dos clássicos aos modernos Bordeaux.
      A região de Bordeaux é conhecida por seus vinhos mais classudos e encorpados, feitos com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Alguns vinhos usam um pequeno corte de Petit Verdot, mas a maioria mantem o trio das uvas tintas citadas acima e esta combinação pode ser todas juntas ou não.
      Apenas o Chateau Cos D´Estornel trouxe duas versões em vinhos brancos e encantou tanto com o Goulée branco, feito de Sauvignon Blanc e Semillon, assim como o branco Cos D´Estournel branco. O Goulée branco era bastante aromático, intenso e suave, já o Cos D´Estournel um pouco mais mineral e seco que o Goulée.
      O Chateau Cos D´Estornel foi um dos destaques da tarde de degustação não apenas por ser um ícone entre os crus classés de Bordeaux, mas pela simpatia e atenção da diretora comercial Valentine Bourriée que se empenhou em explicar cada detalhe dos 5 rótulos apresentados.Como definiu a diretora Valentine, a linha Goulée é para um churrasco entre amigos, a linha Les Pagodes é para um jantar de amigos e o top Cos D´Estournel para uma comemoração especial.
      Em ordem alfabética, a lista dos produtores presentes no evento em São Paulo:
      • Château Branaire-Ducru
      • Château Cos d'Estournel
      • Château Kirwan
      • Château Lagrange
      • Château Langoa Barton
      • Château Léoville Barton
      • Château Les Ormes de Pez
      • Château Lynch-Bages
      • Château Phelan-Ségur
      Outra grande surpresa foi o Chateaux Lagrande, eleito como um “ Grand Cru Classe” na classificação de 1855, mas que trouxe um estilo bastante moderno com o vinho Chateaux Les Fiegues de La Grange que tinha aromas doces e boa acidez, feitos de Cabernet Sauvignon e Merlot. Achei que este vinho fugia um pouco da seriedade do estilo Bordeaux, mostrando uma certa alegria desde o aroma.

      Mais informações sobre todos os produtores, procurem a Mistral em Cuiabá: kezia@mistral.com.br ou pelo celular: 65-8416-0583.

      segunda-feira, 3 de maio de 2010

      França

      SAINT-ÉMILION, FRANÇA




      Em julho de 2009, realizamos uma viagem de sonhos. Ficamos em Paris por uns dias e, então, pegamos um TGV (trem de alta velocidade-350 km/h) até Bordeaux. Daí, em carro alugado, fomos dormir em Saint-Émilion. São apenas 60 km a partir de Bordeaux, mas, é bom reservar 2 horas para fazer essa viagem. O importante é que ao chegar na região de Saint-Émilion a pressa acaba. A cidade em si é uma jóia. Patrimônio arquitetônico e cultural da Unesco, ela guarda as características do Século VIII. Conta-se que um ermitão chamado Émilion lá se estabeleceu e aproveitando-se de ali ser um monte de calcário, foi ampliando uma caverna e criou uma igreja subterrânea de grandes dimensões, dando inicio à linda cidade atual. Ficamos hospedados em um hotel “intra-muros” chamado Auberge de La Commanderie (108 euros o casal, com café da manhã incluído). Perfeito! Imediatamente, saímos para bater pernas. Quase que do outro lado da rua já paramos. Tinha uma enoteca linda chamada Ets Martin. No porão, vinhos da região e alguns outros da região de Bordeaux. Porém, a ênfase era Saint-Émilion. Descemos com o proprietário para o seu belíssimo e frio porão. Muita discussão para escolher o vinho, já que as opções eram muitas. Venceu a sugestão do proprietário. Tomamos um Chateau Canon, 1982- 1er Grand Cru Classè Reservè. Ficamos até mudos no primeiro momento. Daí em diante ficamos muito alegres, não pelo efeito alcoólico, já que éramos 2 casais, mas pela oportunidade especial de podermos experimentar tal maravilha. Estávamos prontos para um belo jantar. O dono da enoteca nos recomendou um restaurante chamado Le Tertre. Tomamos champagne em taças (9 euros cada). Deliciosa! Repetimos a dose. O menu completo era muito bom (29 euros cada). O vinho foi outra jóia. Chateau Bel-Air, 2000 (60 euros). Após queijos diversos que o meu filho Joaquim adorou (e eu não consegui comer de todos), encerramos com 2 cálices de Sauternes (7.50 euros cada). As despesas do jantar somaram 135 euros/casal.
      O restaurante fica em uma ladeira íngreme, com um corre-mão no meio. A subida era de 20 metros, mas, foi difícil. A Mag parecia que estava imitando o Michael Jackson com os seus famosos passos para trás (moon walking). Estávamos muito alegres e rindo de tudo. Foi uma parte do sonho. No dia seguinte dormiríamos em Margaux. Essa é uma outra história.
      Joaquim M. Spadoni.